Contorno Sul entra em nova fase e reforça valorização imobiliária em eixo estratégico da região
3 minutos de leituraA abertura do edital para a duplicação e restauração do Contorno Sul marca o início de uma transformação estrutural aguardada há décadas. Com investimento máximo previsto de R$ 449,5 milhões e prazo estimado de três anos, a obra abrangerá 11,8 quilômetros de intervenções viárias, incluindo 17 viadutos, uma ponte, passarelas e vias marginais destinadas a organizar o tráfego urbano e rodoviário.
Mais do que uma melhoria operacional, o projeto reposiciona o corredor como um dos principais vetores de desenvolvimento regional. Ao separar fluxos de longa distância do trânsito local, especialmente na rotatória da BR-376, a intervenção reduz gargalos históricos, amplia a segurança e eleva o padrão de mobilidade entre Maringá e Sarandi, cidades diretamente impactadas pela obra.
Engenharia pensada para durabilidade e eficiência
A solução técnica combina pavimento rígido em concreto, aplicado em cerca de 285,6 mil m², com pavimento flexível em aproximadamente 134,9 mil m². O primeiro oferece maior resistência ao tráfego pesado e vida útil prolongada. O segundo garante melhor adaptação aos acessos urbanos e conexões locais. Essa engenharia híbrida equilibra robustez estrutural e funcionalidade urbana, característica comum a corredores viários planejados para crescimento de longo prazo.
De rodovia a boulevard urbano
Com a futura implantação do contorno metropolitano externo, a tendência é que o tráfego pesado seja gradualmente desviado. Esse movimento permitirá que, no futuro, o atual Contorno Sul assuma um novo perfil, deixando de atuar apenas como rota logística e passe a funcionar como avenida urbana estruturante, com características próximas às de um boulevard moderno.
Na prática, isso significa menos caminhões, mais integração com bairros, novos acessos qualificados e maior potencial paisagístico. Esse tipo de transição costuma gerar efeitos diretos na dinâmica urbana, especialmente no mercado imobiliário, ao transformar eixos viários em corredores de valorização.
Valorização imobiliária e novos polos urbanos
Historicamente, grandes obras de mobilidade criam ciclos de expansão econômica e imobiliária no entorno. No caso do Contorno Sul, esse movimento tende a ser intensificado pela presença de projetos urbanísticos planejados e por áreas ainda disponíveis para expansão qualificada.
Um dos pontos que se destacam nesse cenário é a região próxima ao Eurogarden Maringá, que já nasce sob conceitos contemporâneos de urbanismo, integração ambiental e mobilidade inteligente. A proximidade com o novo eixo viário reforça a atratividade do bairro e amplia seu potencial de valorização ao longo dos próximos anos.
Ao longo dos próximos anos, a região do Contorno Sul tende a se consolidar como um dos principais eixos de valorização territorial do norte do Paraná, beneficiando não apenas Maringá, mas também Sarandi e toda a sua área de influência econômica. Para moradores, investidores e empresas, trata-se de um movimento urbano que redefine perspectivas e antecipa um novo ciclo de crescimento sustentável.